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  • 15/08/2012 - STF conclui nesta quarta fase de defesa oral dos réus do mensalão

    STF conclui nesta quarta fase de defesa oral dos réus do mensalão

    Será 10º dia do julgamento do processo; serão ouvidos mais 3 advogados.
    Depois, começam votos dos ministros; Joaquim Barbosa será 1º a falar.

     

    O Supremo Tribunal Federal (STF) conclui nesta quarta-feira (15) a fase de sustentações orais dos advogados de defesa dos réus do processo do mensalão. O tribunal ouviu até terça (14) advogados de 35 dos 38 réus.

    Na décima sessão do julgamento, serão ouvidas as argumentações dos defensores de três acusados – José Luiz Alves, Duda Mendonça e Zilmar Fernandes.

    Ex-assessor do ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto, também réu, Alves é acusado por lavagem de dinheiro. Ele sacou R$ 600 mil do esquema para Adauto, mas alega que apenas cumpria ordens do chefe.

    O marqueteiro político Duda Mendonça admitiu em 2005, na CPI dos Correios, que recebeu pagamento não declarado, de paraísos fiscais, pelos serviços de campanha para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele diz que não sabia da origem supostamente ilegal do dinheiro.

    Sócia de Duda, Zilmar Fernandes sacou R$ 1,4 milhão das contas de Marcos Valério e enviou os recursos para o exterior. Ela também alega que desconhecia de onde vinham os recursos.

    Votos
    Após o término das sustentações orais, será iniciada ainda nesta quarta uma nova fase no processo do mensalão, a dos votos dos ministros, que decidirão se os acusados são culpados ou inocentes das acusações feitas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

    primeiro a falar é o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, que inicia a leitura do voto de mil páginas. A previsão é de que o voto dure de três a quatro sessões.

    Durante o voto de Joaquim, será discutido um questionamento feito pelo defensor-geral público da União, Haman Tabosa de Moraes e Córdova, que pediu a nulidade do processo para o réu Carlos Quaglia, único defendido pela Defensoria Pública da União.

     

    Em 2008, afirma a Defensoria, Quaglia teria informado a Suprema Corte sobre a substituição de seu primeiro advogado, que o assessorava desde o inquérito policial. Segundo o defensor público, apesar de o acusado ter anexado a procuração de seu novo defensor aos autos, o tribunal passou três anos e três meses intimando o antigo advogado para os interrogatórios.

    A suposta falha só teria sido corrigida em 2010, após a conclusão da fase de instrução do processo. Com base no eventual prejuízo processual, Córdova requereu que todos os depoimentos envolvendo Quaglia e a ala do PP sejam refeitos.

    Penas para os condenados
    Em seu voto, Joaquim Barbosa vai indicar qual a possível pena para cada réu que ele considerar que seja culpado. Há expectativa de que a leitura do voto seja feita em blocos, conforme os crimes. Os 38 réus respondem a sete delitos diferentes: corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta de instituição financeira.

    Além do início dos votos, deve ser realizada uma sessão administrativa nesta quarta (15) para discutir outros assuntos que não o mensalão. Os magistrados vão analisar a sugestão de Marco Aurélio de realizar sessões adicionais para julgar outros processos.

     

    Voto de Peluso
    A ordem de votação dos ministros obedece o seguinte critério: primeiro o relator (Joaquim Barbosa); depois o revisor (Ricardo Lewandowski); e em seguida os demais ministros começando por aquele que tem menos tempo de tribunal (Rosa Weber) até chegar ao mais antigo, que é chamado de decano (Celso de Mello). O último a votar é o presidente do tribunal, Ayres Britto. Na ordem natural, Cezar  Peluso seria o sétimo a votar, mas pode pedir para ser o terceiro.

    Há dúvidas sobre a participação de Peluso na decisão sobre se 38 réus do processo devem ser absolvidos ou condenados. Para possibilitar a participação dele no julgamento, alguns ministros defendem a ampliação do número de sessões previstas para a segunda quinzena de agosto. Não está descartada a possibilidade de o tema ser discutido na sessão administrativa desta quarta.

    No próximo dia 3 de setembro Peluso será aposentado compulsoriamente, uma vez que completa 70 anos. Pelo regimento, ele pode antecipar o voto aos demais ministros da corte depois que votarem o relator e o revisor.

     

    Fonte: http://g1.globo.com/politica/mensalao/noticia/2012/08/stf-conclui-nesta-quarta-fase-de-defesa-oral-dos-reus-do-mensalao.html

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